Quem assistiu American Horror Story: Hotel já tinha visto Lady Gaga como atriz, mas é em ‘Nasce Uma Estrela’ que esse potencial explode na junção de talentos dessa mulher. A história que chega ao cinema pela quarta vez, conta agora com a direção de Bradley Cooper que também atua na pele do cantor decadente, Jackson Maine.
Que eu estou apaixonado pela trilha sonora de ‘A Star is Born’ vocês já sabem, mas eu pretendia escrever também sobre o filme estrelado pela mother monster. Porém, meu amigo Felippe fez isso tão bem que eu não vou me atrever. Faço das palavras dele, as minhas.

Desde quando Gaga subiu na garupa do Bradley pra negociar esse papel, expectativas altas foram colocadas na 4ª versão da velha trágica história de amor e renúncia hollywoodiana: A Star is Born (Nasce Uma Estrela).
Depois de Janet Gaynor nos anos 30, Judy Garland nos anos 50, Barbra Streisand nos anos 70, é Lady Gaga que agora tem a responsabilidade de dar vida a essa carismática e realista personagem, aqui chamada de Ally, coisa que ela faz de maneira bem convincente. Não é excepcional, considerando que é o primeiro papel dela no cinema, mas nossa amada ítalo-americana nariguda está muito bem mesmo.
Com Cooper na direção (primeiro trabalho dele atrás das câmeras), A Star Is Born não é só divertido, mas também é muito bem conduzido. A química entre Gaga e Cooper é inegável. A sinceridade que ambos passam ao espectador é admirável. A essência felizmente é a mesma e detalhes dos filmes anteriores acabam funcionando como uma homenagem bem singela.
Nem sentimos as 2h15 passar. De todas as versões é o que tem mais identidade porque comove sem soar melodramático. Temos que levar em conta que esse recurso funcionava melhor antigamente.
Não satisfeito em apenas entregar uma direção competente, Bradley tem aqui a melhor atuação de sua carreira num papel de intensa carga dramática, sem contar o coach vocal/musical maravilhoso que teve durante um ano de preparação.
A TRILHA SONORA:
Do blues, rock, country até pop chiclete, a trilha é brilhante. É nas baladas que a Gaga tem sua chance de brilhar e isso não é novidade pra ninguém. Always Remember Us This Way, Is That Alright, Before I Cry e I’ll Never Love Again: Whitney Houston vibes. É pra glorificar de pé.
Black Eyes é uma abertura e tanto. Alibi é intensa. Mas o instrumental Out of Time é hipnótico. Look What I Found tem uma vibe Elton John, daquelas típicas canções soft rock setentistas. Sensacional, gente. Sensacional.
Essa versão, além da renúncia e da dor de uma mulher apaixonada no impasse de salvar a própria carreira ou o amado, focou na crítica ao showbiz, tema que nos outros não teve a mesma atenção. O fato de uma cantora ter que se moldar e perder sua identidade para o que é mais rentável.
Não só a música pop é vilanizada no filme, mas o cenário como um todo. Só Gaga mesmo na falha tentativa de fazer 3 músicas pop clichês básicas e ainda assim viciantes. Sério, Why did you do that é tão básica, mas tem uma produção de ouro. Midas do pop faz assim.
Como eu disse: entretenimento de primeira linhagem. Sinto daqui o cheiro dos Oscars.

Acessem http://insuportalves.tumblr.com/ para ler mais dos ótimos textos do Felippe Alves. 😉
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