Aladdin, o mais novo filme em live-action da Disney é uma doce surpresa depois das versões duvidosas de ‘Cinderela’ e a ‘Bela e a Fera’. Claro que a adaptação de um clássico que surgiu quase 30 anos atrás precisava de algumas mudanças. No longa, elas só agregam ainda mais valor à história.
O protagonismo de Jasmine é a mais legal delas! Os responsáveis pela superprodução, encontraram um modo sútil e completamente justificável para um protagonismo maior da princesa.
Lembra da polêmica do gênio azul? Will Smith supera as expectativas com uma excelente versão do gênio. Aliás, o ator respeita a essência do icônico gênio de Robin Williams, mas se apropria muito bem do seu próprio carisma.
O elenco é outro ponto positivo do filme, já que a produção se preocupou em escalar atores de etnias que fazem mais sentido com a história onde o filme se passa. A química entre o casal principal, protagonizado por Mena Massoud e Naomi Scott, é excelente, mas a atuação do elenco não chega a ser memorável. O vilão Jafar, interpretado Marwan Kenzari, é o personagem que menos se destaca nessa versão, talvez por parecer mais um vilão qualquer e menos o típico vilão essencialmente maquiavélico da Disney.

As canções lindas do clássico também estão lá e as interpretações delas são divertidas e emocionantes. Não tem como não cantarolar pelo menos algumas delas. O ato de ‘Speechless’ e ‘A Whole New World’ estão a coisa mais linda! Tudo isso em cenários lindos e cheios de cores que celebram a cultura árabe.
Aladdin consegue ser contemporâneo sem se afastar do tom original. É rápido, ultracolorido, divertido e para toda a família. Uma boa dose de nostalgia para os mais nostálgicos, sem deixar de ser uma boa pedida para os mais novinhos. O filme segue em cartaz nos cinemas nacionais.
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