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“Procurando Dory” e a capacidade da Pixar em falar sobre as diferenças

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“Oi. Meu nome é Dory e eu sofro de perda de memória recente.”

Com essa frase a animação ‘Procurando Dory’ já começa nos fazendo refletir sobre o problema da carismática protagonista, mas ao longo do filme conhecemos outros personagens com problemas sérios, como Bailey, a baleia-branca que tem problemas com autoestima, Beca, uma ave fora do padrão de todas as outras da sua espécie, Hank, um polvo que sofre de estresse pós-traumático após perder um tentáculo e Geraldo, um leão marinho que provavelmente possui alguma deficiência cognitiva.

Lembra que em “Procurando Nemo” nós vimos como um peixe com uma deficiência na barbatana conseguiu atravessar o oceano?! Mesmo com todas as dificuldades, ele não aceitou as limitações que o fizeram acreditar que tinha. E é sobre essas limitações que a Pixar quis tratar mais uma vez.  De forma sútil, engraçada e emocionante, “Procurando Dory” é aquela animação que te faz sair do cinema mais leve, com a sensação de que aprendeu um pouquinho mais sobre como lidar com as diferenças. <3

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