O primeiro livro do ano foi na verdade um que começou a ser lido no final do ano passado: “Como Se Encontrar na Escrita”, da jornalista Ana Holanda.
Em 2018 participei de uma palestra na sede do Twitter, em São Paulo, e foi lá que descobri e me encantei pela forma como a Ana Holanda fala da escrita.
Já tinha percebido que os meus textos “escritos com a alma” causavam muitas reações em quem os lia, mas sempre tive receio de colocar eles no mundo justamente por serem textos que me deixavam mais exposto… vulnerável.
Porém, a autora defende que é exatamente esse tipo de texto (os que geralmente mais temos medo de publicar) que devem ser colocados no mundão. “A escrita é um ato de coragem! Escrever é subir no palco e tirar a roupa. Você está contando quem você é através do texto”, disse Ana Holanda na palestra.
O CAMINHO PARA DESPERTAR A ESCRITA AFETUOSA EM VOCÊ
“Como Se Encontrar na Escrita” estimula o leitor a refletir sobre a importância de escrever com a alma. Apresentando trechos de reportagens da Revista Vida Simples, que tem Ana como editora-chefe, a obra sugere alguns exercícios no fim de cada capítulo, além de contar com alguns depoimentos de alunos da escritora que superaram o medo de se expor em seus textos.

Não é um livro sobre técnicas de escrita. É sobre olhar pra dentro de si antes de colocar tudo para fora. É sobre despertar para perceber o cotidiano com mais sensibilidade e, assim, encontrar formas mais sensíveis, profundas e autenticas ao escrever textos que irão de encontro ao outro.
Em tempos onde, cada vez mais, as máquinas substituem o ser humano, “Como Se Encontrar na Escrita” nos lembra que fomos agraciados com a dádiva de sentir. E sentindo podemos contar histórias carregadas de alma. Histórias que irão encontrar o outro. Histórias que máquinas jamais serão capazes de contar!
Gostou da dica? O próximo livro é “Eleanor & Park”, da Rainbow Rowell. Assim que terminar, venho aqui comentar com vocês. Se quiser acompanhar a leitura, é só ficar de olho no Instagram do Espaço Livre. 😉
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