Os fãs de Cavaleiros do Zodíaco entraram em polvorosa quando uma nova animação do icônico anime foi anunciado. Mas essa empolgação ganhou tom de preocupação quando o primeiro trailer foi lançado mostrando uma animação simples, lutas contra helicópteros e uma mudança de sexo de um dos personagens principais.
Os seis primeiros episódios da primeira temporada foram disponibilizados na última sexta-feira (19), no catálogo da Netflix, e trouxe uma roupagem tão diferente para o clássico que só vale a pena assistir se você ignorar, quase que completamente, a obra original ou se você for o novo público-alvo para o qual se destina esse anime.

A dublagem original é sem dúvidas o ponto alto do novo Cavaleiros do Zodíaco. A nova interpretação da música clássica é bem legal, mas o exagero de memes nas falas dos personagens não convence e deixa alguns diálogos risíveis.
Tudo é muito acelerado e isso prejudica muito o desenvolvimento dos personagens. As lutas não empolgam. Tudo acaba muito rápido. As armaduras não quebram e os personagens não sangram. Tudo isso faz aumentar a impressão que temos de assistir bonecos lutando.

A principal polêmica do anime, Shun, parece reforçar o estereótipo da mulher frágil que não gosta de lutar e usa rosa, ao invés de mostrar a representatividade que os produtores alegaram. Ao contrário disso, eles tiraram a representatividade de um personagem que significava muito para inúmeros garotos (e eu me incluo aqui) justamente por não seguir os padrões comuns ao gênero masculino. Shun não existe mais, porém tudo na Shun remete ao cavaleiro Shun e isso é muito confuso e estranho.
Enfim, a nova e rasa versão de Cavaleiros do Zodíaco pode até funcionar para quem ainda não é fã da saga, mas vai causar muita estranheza para os mais saudosos. Não é horrível, mas assisti com um misto de nostalgia e “o que fizeram com meu anime preferido?”.
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