Adaptação do clássico de Hitchcock encerra sua jornada mostrando originalidade sem desrespeitar a obra original
Bates Motel chegou ao fim depois de cinco temporadas com doses de nostalgia e recheada de insanidade. A série explorou, e muito bem, a estranha e complexa relação entre Norman Bates e sua mãe.
Desde o início Bates Motel deixou claro que não queria fazer uma cópia. Até porque quem se atreveria, não é mesmo?! Imagina o desafio de trazer para atualidade uma estória de 1960 sem copiar e, ao mesmo tempo, sem perder a sua identidade?! Bates Motel conseguiu sim e de forma primorosa.

O prelúdio de Psicose nos deixou desconfortáveis ao evidenciar uma ligação bizarra entre mãe e filho que, por mais estranha que fosse, era baseada no amor. Ao menos para mim, as cenas finais que mostram o encontro de Norman (Freddie Highmore) com Norma (Vera Farmiga) refletem isso muito bem.
Falando em amor, não há como não se emocionar com o esforço que Dylan (Max Thieriot) faz para salvar seu irmão. Dylan sempre esteve à parte da relação doentia entre sua família, mas como um filho que não aceita a rejeição, ele foi o único que realmente enxergou além e continuou tentando salvá-los. E de certa forma ele conseguiu. Dylan “libertou Norman” em uma cena espetacular que reuniu a trágica família Bates e culminou no “obrigado” mais sincero e emocionante de toda a série.

Bates Motel é tão fodona que conseguiu transformar uma das cenas mais icônicas da história do cinema e ainda manter a sua essência.

Aliás, o que dizer das cenas finais com os jogos de reflexos tornando ainda mais real – e visível – a doença do personagem?! Palmas, Freddie Highmore. Se em algum momento ele esteve à sombra de Anthony Perkins, certamente saiu e deixou a sua própria marca com muitas e muitas camadas.
Com cinco temporadas bem equilibradas e atuações IMPECÁVEIS da dupla Vera Farmiga e Freddie Highmore, Bates Motel chegou ao fim como uma verdadeira e digna homenagem à obra de Alfred Hitchcock.
Obrigado pela estadia Norman. Chegou a hora de fazer check out!

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