carol e o fim do mundo
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Carol e o Fim do Mundo: uma animação poderosa sobre nossa existência e finitude

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“Nada te assombra como as escolhas que você não faz”, essa é só uma das várias frases que nos fazem refletir assistindo a nova animação adulta da Netflix, ‘Carol e o Fim do Mundo’.

A animação me lembrou a série ‘Ruptura’ em alguns aspectos. Isso porque boa parte da história se passa no ambiente de trabalho, frio, deprimente e aparentemente sem sentido, como na série da Apple TV. Ninguém sabe exatamente o quê faz ou para quem faz.

Mas se em Ruptura os personagens não lembram nada do trabalho enquanto estão fora dele, nesta animação os personagens preferem ficar lá, por ruim que seja, o máximo possível para evitar a realidade caótica lá fora.

carol e o fim do mundo
“Você não percebe o verdadeiro valor das coisas até elas sumirem” – Carol e o Fim do Mundo

Em meio a inúmeros personagens solitários, individualistas e que parecem até mesmo ter perdido a sua humanidade, (um deles chega a se questionar: “Eu estou perdendo a minha humanidade?”) é a protagonista Carol, igualmente triste, que clama por alguma interação… que clama por humanidade.

Nessa tentativa, Carol nos faz perceber até mesmo como o simples fato de chamar as pessoas pelo nome pode ser importante. Nosso nome é um dos nossos principais elementos que afirma a nossa individualidade.

Com uma trilha sonora belíssima, e na maior parte do tempo densa e triste, Carol e o fim do Mundo nos faz refletir mais do que sobre as nossas relações nada saudáveis com o trabalho, mas também sobre individualidade, escolhas, a importância das “pequenas coisas”, arrependimentos, empatia (e a falta dela) entre vários outros temas que envolvem nossa existência e finitude.


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